May 29

Entao, o negócio é o seguinte: achei esse template liiindo e resolvi por aqui pra testar. Adorei, mas fiz uma pesquisa aqui em casa e preferiram o antigo. Fui voltar pro antigo e fiz alguma merda que aquela imagem com o castelo, minha nametag e o mickey nao aparecem mais.

Entao, enquanto eu nao consigo arrumar a cagada, fica esse aqui mesmo. Eu gostei desse. Tava meio enjoada do outro, pra falar a verdade. Maaaas, se todo mundo preferir o outro eu dou um jeito de arrumar e volto. Entao por favor, deixem ai nos comentários qual vcs preferem!!

Preparativos: nao fiz nada ainda, hahaha. Na verdade até fiz uma listinha do que eu nao posso esquecer de levar, mas nada além disso. To esperando a Disney me dar as informaçoes da passagem, mas eles falaram que vao me ligar mais ou menos 5 dias antes do meu embarque. Vê se pode!

Provavelmente eu vou de Copa Airlines, saindo as 4h da manha de Guarulhos e fazendo escala no Panamá. Vai ser o máximo. Ah sim, sem contar com o email que a Disney mandou falando que eles nao buscam mais a gente no aeroporto, que nós temos que nos virar pra ir pro Vista Way. Falaram que tem o Mears lá no aeroporto que faz esse traslado por 20 dólares.

É a recessão americana, né. Fazer o que.

Pérola do dia:

Guest: “I’ve been to Fantasyland, Adventureland and Frontierland – where’s Disneyland?”

Fonte: Livro Mouse Tales

Submarino.com.br
May 27

Pois é, pela 3a vez lá fui eu no consulado americano, nervosa e ansiosa, tirar o visto. Só que era a 1a vez que eu ia sozinha, sem nenhum conhecido. Cheguei lá umas 7h20 da manha, minha entrevista era as 7h40 e a fila nao tava grande.

Eu tava meio nervosa, porque ia pedir 2 vistos, o Q1, de representante cultural, que é o que eu preciso pra trabalhar na Disney como Guest Relations e o de turista. Além disso, eu nem tava com todos os documentos lá, nao tinha conseguido imprimir a declaração de imposto de renda do meu pai, então fiquei com medo de encrencarem por isso.

Quando eu liguei pro consulado pra perguntar o que precisava pra tirar o visto de turista também, me falaram que eu devia pagar a taxa do citibank 2 vezes (uma pro Q1 e uma pro de turista).
Quando eu fui pagar, o cara do Citibank disse que eu deveria pagar uma só, mesmo solicitando 2 vistos. Achei estranho, mas paguei uma só.

Chegando lá, na pré-entrevista, a mulher me perguntou se eu trabalhava, fazia faculdade, etc. Falei que tinha me formado e que nao trabalhava. Fiquei morrendo de medo e logo depois me arrependi de ter falado isso, já achando que iam me negar o visto. Mas eu tinha falado a verdade.

E ela me confirmou que eu deveria pagar duas taxas mesmo. Minha senha era a 128 e tavam chamando a senha 80. Fui lá pra fora, pro caixa do citibank que tem lá, pagar a tal taxa.

Demorou um tempo e quando tava quase chegando na minha vez, abriu o caixa do lado de dentro do consulado e foi todo mundo pra lá. Consegui pagar a taxa, mas aí já tava na senha 140. Tive que pegar outra, 210 e fiquei esperando.

Tirei as digitais e depois fui pra entrevista. Tinha uma mulher pedindo documento pra todo mundo, fiquei com medo, mas graças a Deus peguei o cara do lado, um loiro, novinho.

Ele foi bem simpático, perguntou pra onde eu ia e eu disse que ia trabalhar como representante cultural na Disney. Ele achou legal, perguntou da minha petição, eu entreguei e expliquei que tava substituindo alguém, por isso meu nome não tava lá. Entreguei a carta da Disney que explicava a minha substituição.

Então ele me mandou ir lá pagar a taxa do visto (40 dólares, quando o visto é aprovado). Nessa hora eu falei que tava solicitando o visto de turista também e ele só disse: “ah sim, eu sei. O B2 nao tem nenhuma taxa, só o Q1, que é 40 dólares, pode ir lá e volta aqui depois.

Nessa hora eu fiquei na dúvida se meu visto tinha sido aprovado ou não… porque ele nao falou a frase mágica “Visto Concedido”, simplesmente me mandou pagar a taxa, nao perguntou nada, nao pediu documento… deduzi que meu visto foi aprovado porque fui pagar, mas mesmo assim eu ainda tava desconfiada.

Voltei lá com o recibo do pagamento ele ficou com meu passaporte e me deu um papel pra pagar o sedex. Paguei o sedex e fui embora, ainda sem acreditar que tinha sido tão fácil. E ainda desconfiada, sem ter ouvido a frase mágica, mas deduzi que se o visto nao fosse concedido ele me devolveria meu passaporte.

Enfim, só tive certeza que os dois vistos foram aprovados hoje, quando recebi meu passaporte aqui em casa. Agora sim eu posso dizer que vou pra Disney.

Quer dizer ainda falta a passagem. Mas eu só vou ficar sabendo disso 5 dias antes de embarcar. Pois é, a Disney e as suas coisas de última hora. Eles gostam de nos deixar ansiosos. Mas eu já to calejada e nem to ligando mais.

Submarino.com.br
May 23

Pois é, agora vou ter que voltar com o blog… 🙂

Só recapitulando pra quem nao sabe dos acontecimentos:

Ano passado eu fiz a seleção pro Guest Relations Program, da Disney, em novembro veio o resultado e eu nao passei. Na verdade eu fiquei meio que em stand by, mas como 90% dos que nao passaram também ficaram, eu considerei como um não mesmo. Segui a minha vida normalmente, me dediquei a outras coisas (como a AIESEC) e eis que no final de abril a Disney me chama pra ir.

Me deram a data de chegada de 10 de Junho. Na mesma semana eu descobri que fui selecionada pra trabalhar no Congresso Internacional da Aiesec, (IC) que era uma coisa que eu queria muito e dei o máximo de mim para conseguir.

Esse congresso vai ser em São Paulo em agosto, e vai ter mais ou menos 1000 pessoas de 103 países diferentes, a maioria jovens da minha idade. E no comitê organizador eu trabalharia com 60 pessoas de 27 países, sendo que meu time mesmo seriam eu, um da Venezuela, uma da Eslováquia, um da Índia e uma da Lituania.

Foi muito difícil ter que decidir entre a Disney e o IC, são duas coisas que eu queria muito. Nunca imaginei que tivesse que tomar essa decisão. Até tentei negociar com a Disney de ir em setembro, assim eu poderia fazer os dois, mas eles nao deixaram.

É engraçado que meus amigos da disney falavam “ah, é claro que voce tem que ir po GR” e meus amigos da AIESEC falavam “ah, claro que voce tem que ir pro IC“, mas é dificil pa quem está de fora entender a importancia que as duas coisas tem pra mim.

Quase desisti de ir pro GR, mas depois de ficar uma semana só pensando nisso decidi que agora talvez o GR seja melhor pra mim. Não to muito certa disso ainda, mas eu tinha que tomar uma decisão logo. Estou feliz de estar indo pra Disney de novo, mas com o coração na mão de ter que abrir mão do IC, uma coisa que eu me dediquei tanto pra conseguir 🙁

Por isso mesmo nao estou criando nenhuma expectativa, to tranquila, aproveitando os dias aqui enquanto não chega a data da viagem. No próximo post eu falo sobre o visto e os prepaativos.

Beijos a todos que acompanham o blog 😉

Submarino.com.br
Nov 6

de repente me deu uma vontade de postar aqui.

Mas pra falar o que?? Nao tenho novidade nenhuma, e eu to aqui agora escrevendo coisas sem sentido enquanto deveria estar escrevendo a minha monografia.

Já cheguei na época do ano em que eu fico de saco cheio de tudo, principalmente da faculdade. O ano pra mim deveria ter 11 meses só… imagina se já tivéssemos em clima de Natal, e daqui a 25 dias já fosse outro ano??

Pois é, eu sou meio impaciente, nao aguento esperar chegar no fim do ano, e a essa altura eu já começo a ficar estressada. A diferença é que em 2005 eu estaria embarcando pra Disney em 13 dias, e no ano passado eu estava lá, de saco cheio da Disney também, mas embarcando pra NY em 3 dias.

A única coisa que eu penso é que em menos de um mês eu estarei completamente livre. Mas livre pra fazer o quê? Não tenho a menor idéia.

Só vou poder planejar a minha vida depois da resposta do rato, que, reza a lenda que vem em novembro, mas com essa história ai de programa pra Disneyland, nao duvido nada que esqueçam de nós e essa resposta só venha em dezembro.

E o fato de eu não ter a menor idéia do que vai ser a minha vida no ano que vem me irrita profundamente.

Submarino.com.br
Aug 8

Vou começar falando da diferença entre Operations e Attractions, que muita gente confunde. Na entrevista da Disney, vocês só vão ter a opção de escolher Operations. É uma role muito ampla, que tem várias outras sub-roles, como Park Greeter (ficar na catraca na entrada dos parques e boates do PI), PAC (fiz um post especial sobre isso, aqui embaixo) e Attractions (as atrações mesmo: brinquedos e shows dos parques, Disney Quest e Cirque du Solei).

Quando você é aprovado, a Disney só te fala que você é operations, não fala o sub-role, muito menos o local de trabalho. Isso você só fica sabendo quando chega lá. Ou seja, Attractions é uma sub-role de operations.

Eu tive 7 dias de treinamento, o 1º das 8h as 16h e os outros das 6h30 às 15h. Foi difícil acordar às 5h da manha, mas foi por um bom motivo. No primeiro dia de treinamento eu já cheguei atrasada. Que vergonha!!! Cheguei 1 hora atrasada, mas nem marcaram ponto nem nada, porque era meu primeiro dia. Só mudaram meu horário de entrada. O 1º dia foi o melhor, porque andamos em todos os brinquedos da tomorrowland, até os que a gente não ia trabalhar como a Space Mountain e o Speedway. Infelizmente perdi a Space Mountain porque cheguei atrasada!!

O legal do treinamento é que tiramos breaks gigantes!! Quem nos treinou nesse 1º dia foi a Marie, uma haitiana que trabalha há 12 anos lá na tomorrowland, um amor de pessoa!! Depois do almoço fomos fazer PAC (Parade Audience Control), já que algumas vezes a gente também era escalado pra fazer PAC. (veja aqui o post de PAC)

Já no 2º dia, foi uma outra treinadora, a Jamie, que a principio parecia ser legal, mas depois eu vi que era uma cobrinha. Não ensinou metade do que deveria ensinar e ainda queimou o filme de alguns dos meus amigos que treinavam comigo com os managers. Ainda bem que de mim ela não falou nada, mas passei vergonha uma vez na máquina de fast pass, porque não sabia algo básico que ela devia ter ensinado. Nesse dia eu fiquei muito brava porque a Manager ficou duvidando quando eu falei que não tinham me ensinado no treinamento, ficou parecendo que eu tava mentindo pra não levar bronca porque tinha feito errado…. ai, que ódio!!!

Nesse dia, também aprendemos algumas siglas e expressões, como:

– 103 (ir ao banheiro – pra não ficar feio você quando você liga pro coordinator o guest ali ouvindo que você precisa ir ao banheiro, você diz que precisa de um 103),

– 101 (brinquedo parou de funcionar),
– 102 (brinquedo voltou a funcionar),
– sign 25 (fogo),

– GAC (Guets Assistant Cards, uns cartões que os Guest Relations dão pros guests que valem como fast pass, mas tinham vários tipos diferentes, tínhamos que saber todos),

– Alpha Unit (significa ambulância. Também pra você poder falar no telefone e nenhum guest se assustar.)

– Protein Spill (vômito)

Existem bem mais siglas, mas é claro que eu não decorei todas, só essas mais importantes.

Quem trabalha em attractions, trabalha com o sistema de rotações. Isso evita que a gente fique muito tempo no mesmo lugar e se canse muito. Teoricamente, a cada 45 minutos sai uma rotação nova (eu disse teoricamente porque às vezes era menos tempo e outras vezes era bem mais tempo, mas o normal é 45 min).

No Buzz Complex tinham 3 rotations. A do Buzz, a do Stitch e a do TTA/Astro/Carroussel. Funciona assim: o cast member que ta voltando do break, ou chegando pra trabalhar vai pro computador (CDS), e pega um assignment. Pode ser dar o break de alguém ou uma nova rotation.

Se for a rotation, o CDS imprime um papel com todas as posições daquela rotation e os nomes de qual cast member vai pra qual posição. Então, por exemplo, se eu peguei a rotation do Buzz, o meu nome vai aparecer ali na 1ª posição, que no caso é greeter. Então eu dou esse papel pra quem ta de greeter e fico no lugar dele. Aí essa pessoa vai pra 2ª posição que ta escrita no papel, entrega o papel pra pessoa que ta lá e fica no lugar dela. E assim vai indo, até a pessoa que ta na ultima posição escrita no papel. Essa pessoa volta pro CDS pra pegar um novo assignment.

CDS
O CDS também é usado pra dar clock-in, clock-out e ver a escala. Essa é a tela que aparece quando voce dá clock-out.

Será que deu pra entender?? Se alguém tiver duvida pode perguntar ai nos coments que eu respondo nos próprios comentários.

Outra coisa boa de attractions eram os breaks. A gente não trabalhava mais de 2h30 sem ter um break. Em todos os roles (pelo menos todos que eu sei), num shift de 8h30, a gente tem um break de 1h. Só que essa 1h é dividida de jeitos diferentes dependendo do role.

Em quick service, é só 1 break de uma hora. Exemplo: num shift das 9h as 17h30, seria assim:

9h às 13h – a pessoa trabalha
13h as 14h – break
14h as 17h30 – trabalha

Em merchandise, são 2 breaks de meia hora. Por exemplo, no mesmo shift das 9h as 17h30:

9h as 12h – trabalha
12h à 12h30 – 1º break
12h30 às 15h30 – trabalha
15h30 às 16h – 2º break
16h as 17h30 – trabalha

Já em operations, são 2 breaks de 15 minutos e 1 break de meia hora. No exemplo ficaria assim:

9h às 11h – trabalha
11h às 11h15 – 1º break
11h15 à 13h15 – trabalha
13h15 à 13h45 – 2º break (esse break de meia hora é chamado de launch break)
13h45 à 15h45 – trabalha
15h45 à 16h – 3º break
16h à 17h30 – trabalha.

(gente, esses horários de break que eu pus aí são só exemplos, não é regra, os horários podem mudar.)

Ou seja, a cada 2 horas a gente tem um break. Eu até hoje não consegui me decidir qual sistema eu prefiro. O de operations é bom porque você nunca trabalha muito tempo sem descansar. Em compensação, 15 minutos passa voando, e no meu caso, que trabalhava na tomorrowland, não dava tempo de ir na cafeteria. O break de meia hora até dava, mas era o tempo certinho de chegar lá, comprar, comer e voltar. Não dava muito tempo de ficar lá de papo com os outros brasileiros.

O sistema do quick service, você fica trabalhando muito tempo até ter um break, é muito cansativo. Mas em compensação, você tem um break de 1 hora, dá pra ir na cafeteria, comer com calma, ficar de papo com o pessoal, passar no learning center e entrar um pouquinho na internet….

Cada dia eu preferia de um jeito, hehehe!!! Eu fiquei mal acostumada em operations, então se eu trabalhava 2h30 sem break já começava a ficar brava…. no dia que atrasaram meu break e eu trabalhei 3h direto fiquei muito puta, hahahaha!!! Mas sempre que eu tava na cafeteria, no maior papo bom com o pessoal e via que meu break tinha acabado eu lembrava daqueles breaks de uma hora…. Enfim, não dá pra dizer, cada um tem seu lado positivo e negativo.

Outra coisa que eu deixei pra falar nesse post é sobre algumas posições genéricas, que existem em quase todas as attractions.

Greeter: você fica na entrada da fila, dando informações pros guests sobre como é o brinquedo, organizando a fila, não deixando ninguém entrar com comida e bebida e verificando se as crianças tem altura suficiente nas rides que tem height requirements. Era bem fácil e eu sempre gostava. Dava pra conversar muito com os guests e brincar com as crianças, principalmente no Buzz, que a gente ficava com umas armas brincando de atirar neles… Nos dias que eu tava empolgada eu corria a tomorrowland inteira atrás das crianças, hahahaha era muito legal!!! Eu viajava, e quando me tocava já tava quase lá na ponte… era muito divertido, eu adorava.

Strollers: em cada attraction essa posição tem um nome (no buzz e no stitch era “greeter 2”), mas a função era sempre a mesma: ficar estacionando os strollers (carrinhos de bebê). É que sempre perto das attractions tem uma área especial pra estacionar os strollers, mas obviamente muita gente não coloca lá e deixa o stroller largado no meio do caminho… então a gente tinha que ficar levando esses strollers pro lugar certo. Era muito fácil essa posição, eu adorava, desde que não sumisse nenhum stroller…. sim, de vez em quando acontecia de sumir e ai era um Deus nos acuda….

Fastpass: tem 2 posições, Fastpass Distribution e Fastpass Return. Na Distribution, você fica ali nas máquinas de fastpass ajudando os guests. Quando as máquinas funcionam, é bem fácil. No Stitch, por exemplo, era uma maravilha, eu ficava ali sem fazer nada, só conversando com guests ou co-workers. Já no Buzz era um inferno, porque as máquinas sempre quebravam, e enquanto eu tava arrumando uma outra quebrava, e vinham 200 guests atrás de mim, era um saco!!

Eu no fastpass distribution

Já o Fastpass Return, eu ficava no fim da fila do fast pass pegando os tickets das pessoas e conferindo o horário pra ver se ta certo. Tinha que conferir mesmo, porque muitos queriam dar uma de espertos e entrar antes e outros tentavam entrar antes por inocência mesmo…. eu não deixava entrar nem 1 minuto antes, porque se deixasse um teria que deixar todos. Às vezes os guests ficavam meio bravos, mas fazer o que, né!! É assim que o sistema do fastpass funciona, se deixar eles entrarem antes do horário marcado a fila vai ficar grande e vai deixar de ser fast.

Bom pessoal, acho que é isso…. esse post já tava quase pronto há um tempão, mas eu acabei viajando e não consegui postar, porque ele tinha ficado no laptop… voltei a 1 semana e fiquei enrolando aqui pra postar, mas agora foi!!!

Mas eu vou ser bem sincera com vocês, o próximo post, só Deus sabe quando sai!!! :p

Beijos pra quem passa e pra quem comenta aqui!!!

Submarino.com.br
Jul 12

Quando vi na minha escala o treinamento pro Buzz Complex, na tomorrowland, nem acreditei!!! Tava dando tudo pra sair do Quick Service, principalmente porque o pessoal legal de lá (CPs) tavam indo embora, e eu iria começar a fechar todo dia, ou quase todo dia!! Entao quase chorei quando vi na minha escala que eu realmente ia pra attractions.Trabalhei em 5 brinquedos: TTA, Astro Orbiter, Carroussel of Progress, Stitch e Buzz.

No treinamento nós aprendemos a abrir todos os brinquedos, temos uma checklist gigaaante que temos que seguir TODOS os passos!! Começamos às 7h quando o parque abre às 9h. É muita informação, e graças a Deus eu nunca tive que abrir nenhum brinquedo, porque não ia saber, hehehehe!! Principalmente o Buzz, que era o mais complexo de todos! Mas os CPs e ICPs quase nunca abrem, só os full time, o que eu acho ótimo.

No 1º dia de treinamento, além de abrir, trambém aprendemos as posições Load 1 e load 2 do Buzz. O Load 1 é muito fácil, é só verificar as pessoas entrando nos carrinhos, dizer pra elas terem cuidado na hora de pisar na esteira e não deixar eles subirem nos carrinhos cobertos, porque estão estragados. Mesmo sendo meio óbvio que os carrinhos cobertos estão estragados, os guests não se tocam disso e 99,9% deles querem subir neles. Além disso, eles não prestam atenção no que você diz, então várias vezes eu tinha que gritar muitas vezes pro guest não ir naquele carrinho, e algumas vezes tinha até que parar a ride e fazer ele descer.

Era uma posição bem fácil, só tinha que ter um pouco de atenção com os carrinhos cobertos. Chegou uma época que eu já não falava mais nada, quando vinha um carrinho coberto eu simplesmente colocava o braço na frente do guest e não deixava ele pisar na esteira rolante. Se ele me olhasse com cara de bravo ou de ponto de interrogação eu dizia que aquele carrinho tava quebrado e pronto.

E o Load 2. É ali que você liga e desliga todo o brinquedo. E também é a pessoa que tem que fechar a porta do carrinho. Isso era meio chato, meio repetitivo, mas eu não reclamava muito. Tinham posições bem piores que aquela. Quando a ride parava, o Load 2 era obrigado a falar no microfone que o brinquedo parou e dizer pros guests permanecerem sentados. Quando a ride ia voltar a funcionar ele também tinha que anunciar no microfone, pra permanecerem sentados que a ride ia começar imediatamente.

Tem um spiel certinho pra gente falar, mas quando eu tava de mal humor só falava o básico mesmo. O load 2 só faz o spiel que a ride vai voltar a funcionar depois que recebe o sinal do load 1 e do unload de que ta tudo ok. E depois do spiel, ele tem que re-ligar a ride e voltar a fechar as portas dos carrinhos. Na 1ª vez que eu fiz essa posição no treinamento fiquei morrendo de medo, achando que não ia conseguir. É muito botao pra apertar na hora de religar a ride, eu achava que nunca ia lembrar a sequencia certa!! A 1ª vez sozinha foi super tensa!!! Mas deu tudo certo, e com o tempo eu vi que não era nenhum bicho de 7 cabeças, até gostava! Só era ruim quando tinha um CM incompetente no Load 1, que não fazia nada, aí eu tinha que parar a ride toda hora porque os guests subiam nos carrinhos cobertos.

No Buzz ainda tem as posições Unload 1 e Unload 2. (As posições de fastpass e greeter eu falo no próximo post, porque são mais genéricas pra todas as attractions). O Unload 1 só tem que ficar ali verificando o pessoal sair dos carrinhos, vendo se ninguém esqueceu nada (o que acontecia muito), era bem fácil.

E o Unload 2 era o responsável pelas cadeiras de rodas, que entravam no brinquedo por ali. Tinha um carrinho especial pra cadeira de rodas, e temos que esperar o carrinho chegar, abrir a porta dele (a porta se desdobra até o chão e vira uma rampa), colocar a cadeira de rodas dentro, fechar a porta e acomodar o resto da família nos carrinhos de trás, tudo isso sem parar o brinquedo e antes da esteira acabar!! No começo eu tinha medo dessa posição, tinha medo de não dar tempo, então sempre parava o brinquedo, não tava nem aí. Depois eu vi que não era tão difícil, e conseguia fazer só dando um “slow” na esteira.

(Em todas as posições – Load 1, Load 2, Unload 1 e Unload 2 – a gente ficava com um controle na cintura com 2 botoes, 1 pra parar o brinquedo e outro pra fazer a esteira andar mais devagar.)

Bom, os 2 Unloads eram tranquilos (tirando o dia que eu tava de Unload 2 e vieram umas 7 cadeiras de rodas ao mesmo tempo, mas isso foi só uma vez, geralmente é tranqüilo), o único problema é que quando tava understaffed (faltando gente pra trabalhar), colocavam só o Unload 1, e ele tinha que fazer tudo!!! Aí era meio complicado, mas também nenhum bicho de 7 cabeças.

No dia seguinte foi o TTA. (Pra quem nao sabe, o TTA é aquele trenzinho que anda em cima da tomorrowland.) Abrimos, foi legal que percorremos todo o trajeto do TTA, andamos na ride e depois fomos fazer as posições, Load, Unload e greeter. No treinamento parecia ser legal, mas depois eu odiei, o TTA é o pior brinquedo pra trabalhar!!! Só a posição de greeter que não é tão ruim, era só ficar ali dando informações e não deixando ninguém entrar com comida e bebida.

No TTA também tinha uma esteira rolante, igual ao Buzz, onde as pessoas pisavam pra depois entrarem no carrinho. E nós também tínhamos um controle que dava pra parar a ride (não tinha “slow”), mas no TTA nós não podíamos ficar parando sempre igual no Buzz. Porque o brinquedo é muito velho, é de 1971, e se parássemos, corria o risco de na hora de religar ele não voltasse a funcionar, e aí teríamos que evacuar todo mundo. Então a instruções que nós tínhamos era de parar só se víssemos que o guest ia cair, caso contrário não.

Então eu me estressava muito com aquelas famílias de 10 pessoas que resolviam decidir quem ia com quem quando já tavam ali na esteira na frente do carrinho. Ficava mó tumulto ali, a esteira quase acabando, nossa, era um stress total, pior posição do universo!!!

Mas, na sucessão de merdas que aconteceram no meu 1º dia depois do treinamento foi ter parado o TTA pra um guest idoso que tinha dificuldade de andar. Eu não poderia ter feito isso, podia ter ajudado ele (eles sempre tem medo de pisar na esteira, mas é só ajudar que eles conseguem), mas ele perguntou se poderia parar a esteira e eu disse que sim. E aconteceu o que eu disse ali em cima, o brinquedo não funcionou e tivemos que evacuar. Depois que eu percebi a merda que tinha feito, quando a manager veio me perguntar eu disse que o guest ia cair, por isso parei a ride, hahahaha!!!

No outro dia foi o Astro Orbiter. Muito fácil abrir, muito fácil as duas posições que tem, Astro Top e Astro Bottom. Muita gente não gostava do Astro, mas eu adorava trabalhar lá. No astro bottom, só tínhamos que perguntar quantas pessoas na família e dizer a quantos foguetes a família tinha direito (geralmente eram 2 pessoas por foguete), até completar os 12 foguetes que o brinquedo tem e coloca-los no elevador. Muito fácil.

Já no Astro Top, é só esperar o pessoal entrar no foguete, ligar, e quando acabar, mandar os guests pra baixo de novo no elevador. Era muito legal, eu nem via o tempo passar ali. Só era ruim quando tava muito sol, lá era muito quente, e no frio deve ser pior ainda, muito vento. Mas era divertido. Eu só me irritava quando o Astro Bottom não fazia o trabalho direito e acabava mandando lá pra cima mais gente que a capacidade. Os foguetes eram muito apertados, então pra quem é mais gordinho, ou muito alto, o ideal é deixar um foguete só pra pessoa, mas não, tinha gente que alocava 1 foguete pra 2 gordinhos, ai não cabia e eu que ficava com cara de tacho ali!!!! Isso era realmente chato, mas acontecia mais quando o CM era novato. Aconteceu isso uma vez comigo (tava no astro bottom e mandei gente a mais pra cima), depois sempre deixava 1 foguete sobrando por garantia.

Eu gostava de fazer magical moment no Astro Top. Porque enquanto os guests estavam entrando no foguete, tinham outros esperando. Então eu sempre pegava uma criança e fazia ela fazer o “lançamento” pelo microfone: “3, 2, 1, blast off!!”. Nossa, as crianças adoravam e os pais mais ainda. Filmavam, pediam pra tirar foto comigo, era o máximo. Eu e alguns outros brasileiros sempre fizemos esse magical moment. Aí, quando começou o Year of a Million Dreams, ele virou “oficial”, e todos os cast members eram obrigados a fazer.

Depois foi o Carroussel of Progress. O dia do treinamento foi muito legal. Com a minha treinadora estava só eu (porque os outros 2 treinees tinham faltado) e tinha mais uma treinadora com uma trainee. Essa outra treinadora tava com uma câmera e queria subir no palco e tirar foto com o cenário. Teoricamente isso é proibido, mas nós fomos lá e subimos, na ultima cena do Carrossel. Foi legal ver o pai que fica atrás de um balcão e só dá pra ver da cintura pra cima, fomos lá atrás e vimos que ele não tem perna, é um monte de fio bizarro!!! (Estilo William Bonner no Jornal Nacional). Aproveitei e tirei uma foto com o cachorro do cenário. Mas foi na câmera dessa treinadora, então eu nunca peguei essa foto.

No COP (sigla do carrossel) tinham 2 posicoes, turnstiles e monitor. As duas eram fáceis, mas eu gostava mais de Monitor. Nessa posição eu só tinha que fazer um spiel de 90 segundos antes do show começar, muito fácil. E antes do spiel, eu ficava um tempão sem fazer nada, só esperando as pessoas entrarem. Quando tava de bom humor ficava fazendo brincadeirinhas no microfone, cantando parabéns e tal. Quando tava de mal humor só fazia o spiel obrigatório mesmo: “Good morning ladies and gentlemens, welcome to the Walt Disney`s Carroussel of Progress. Please remain seated at all times, the teather does rotate. And also, there’s no eating, drinking, smoking, photographies or videotaping. Thank you and enjoy the show.

Tem um tempo certo pra fazer esse spiel, porque logo depois já começa o show. No meu assessment eu tava meio nervosa e errei o tempo, comecei antes e terminei bem antes do que deveria terminar. Fiquei morrendo de vergonha. Mas depois eu vi que é muito fácil, só esperar uma luz acender na sua cara e começar.

A posição turnstiles é bem tranqüila também, mas no começo eu não gostava. Você tem que ficar ali, deixando os guests entrar, e quando ouvirmos um apito que a catraca faz num determinado tempo, temos que ficar atentos porque falta pouco tempo pras portas se fecharem e não podemos mais deixar os guests entrarem.

Diferente do Stitch, que nós temos o controle das portas, no COP nós não temos, é automático mesmo, porque o brinquedo gira, e se não fecharmos a fila na hora certa o guest perde o começo do show e o brinquedo pode até começar a girar com o guest ali na porta, o que é super perigoso! Eu odiava essa posição no começo porque nunca conseguia ouvir o maldito apito da catraca, e tinha medo de fechar a fila na hora errada. Então sempre fechava muuuito antes do que deveria, hahahaha, mas não tinha muito problema, melhor prevenir do que remediar. Mas depois eu entendi o esquema dos apitos da catraca e tudo ficou mais fácil.

E finalmente o Stitich, esse sim era o melhor brinquedo pra se trabalhar!!!! A única posição que eu não gostava muito era turnstiles. Quando o parque tava vazio era tranqüilo, mas quando tava cheio era meio estressante. É que o brinquedo do Stitch tem 132 lugares, então não podemos deixar mais gente entrar, senão ficam sem lugar pra sentar e não assistem ao show. Ali no console, ao lado da catraca tem um contador, que cada vez que alguém passa diminui 1.

A minha 1ª vez nas turnstiles, ainda treinando, fiz um overload (pus mais gente que a capacidade) de umas 10 pessoas. Me desorientei ali e quando eu vi já tinha passado, e agora não dava mais pra fazer voltarem. Depois disso, eu nunca deixava mais de 120 pessoas entrarem, por segurança (se eu por acaso não visse alguma família entrar não teria problema, eu ainda tinha 12 lugares). E quando chegava nos 105, 110, eu já começava a parar a fila e ia perguntando quantas pessoas tinha naquela família, pra ver se podia ou não entrar.

Quando os fastpass não estavam funcionando era tudo fácil. Mas quando tinha fastpass, ninguém merece!!! Porque era gente entrando dos dois lados, em 2 catracas e o contador indo à loucura. E eu indo mais ainda! De agosto a novembro, foram poucos os dias que o fastpass do stitch abriu. Porque como a cada 5 minutos nos colocávamos umas 120 pessoas pra dentro, a fila nunca era muito grande.

A melhor posição de todas era o Briefing Room. Você não faz absolutamente NADA, e ainda fica no ar condicionado (no meu caso, que tava lá no verão, mas no caso dos ICPs ali vai ser o lugar quentinho). O Briefing Room é um pré-show. Tudo que você tem a fazer é esperar os guests entrarem, mandar eles pararem na linha vermelha que tem no chão, contar quantas cadeiras de rodas tem ali e SÓ!! Depois que o briefing acaba, você só tem que acompanhar os guests até a chamber, que é onde vai ser o show mesmo. Como o briefing dura uns 4 minutos e a breakroom é ali do lado, eu sempre ficava lá, tomava uma água, dava uma sentada no sofá, conversava um pouquinho, depois voltava. Sem dúvida a melhor posição de toda a tomorrowland!

A 2ª melhor posição era a chamber, que é o “teatro” onde o show acontecia mesmo. Eu andava com uma lanterna, porque a chamber é escura e adorava isso!! Esperava os guests entrarem, mandava todos irem “aaaalll the way down, filling all avaiable seats” (hahaha no ICP eu via o pessoal falando isso, era meu sonho falar também!!!). Depois de todos os guests devidamente acomodados – o que as vezes demorava, porque sobravam 3 guests e 3 cadeiras, uma em cada canto da sala porque ninguém ia all the way down, e os guests também não queriam sentar separados. Nesses casos eu ia com a lanterna bem na cara do infeliz que não foi all the way down e mandava ele se mexer. Enfim, depois que todos estavam sentados eu ligava o brinquedo. E tinha que apertar um botão verde – maldito botão verde – que até hoje eu não sei pra que serve, mas se não apertarmos esse botão o brinquedo pára.

Depois disso era só sentar e esperar acabar. 10 minutos sentada ali no bem bom do ar condicionado. Muitas vezes eu dava umas cochiladas, ou ficava mandando mensagem de celular, era uma maravilha. Tinha CM que até saía da sala e ia pra breakroom, mas isso eu não tinha coragem de fazer. Porque às vezes algumas crianças choravam e queriam sair no meio do show, e eu tinha que tirar. Imagina se uma criança começa a chorar e não tem nenhum cast member ali pra tirar ela, vai ter que continuar vendo aquilo que ta amedrontando ela, imagina o trauma da criança!!! Ou então às vezes tinham uns claustrofóbicos que também queriam sair no meio do show… Imagina se a pessoa tem um treco ali porque ninguém a tirou dali de dentro!!

Era tudo muito maravilhoso se o cast member da catraca não mandasse overload pra você. Porque se um guest fica sem lugar…. nossa, a casa cai!! Ele te xinga de tudo quanto é nome, com razão, e você não pode fazer nada. O guest é obrigado a assistir o briefing room de novo e entrar na outra chamber (sim, são 2). Com um guest a mais na outra chamber, mais um vai ficar de fora. Isso gera um efeito dominó, não sei se deu pra entender o rolo que é.

No meu 1º dia sozinha, depois do meu treinamento, eu tava lá na chamber do Stitch, ajudando 3 cadeiras de roda a entrarem ali no lugar reservado pra elas. O show começou, e uns 3 minutos depois parou tudo e acenderam as luzes. Na hora fiquei super assustada, ficou todo mundo olhando pra mim, eu não sabia o que fazer!! Foi desesperador. Anunciei no microfone que estávamos tendo dificuldades técnicas e que todos ganhariam fastpasses pra voltar a hora que quisessem. Eles não ficaram muito felizes com isso não. Porque são 8 minutos de pré-show (4 de briefing e 4 de um pré-show antes do briefing) e 10 do show em si, e eles teriam que assistir tudo de novo.

Nossa, foi horrível, fiquei morrendo de vergonha, os guests achavam ruim comigo e eu não sabia o que dizer. Mas com o tempo aprendi a ficar melhor nessas situações. Bom, pra completar a minha vergonha que já era total com os guests, ficou ainda maior com os managers quando eu descobri que a culpa de o brinquedo ter parado foi toda minha!! Enquanto tava lá ajudando as cadeiras de rodas, o show começou (eu poderia ter pausado, mas esqueci) e eu esqueci de apertar O MALDITO BOTÃO VERDE!!!! Também, depois desse dia eu nunca mais esqueci!!! Aconteceu de novo de o brinquedo parar comigo, mas aí foi por problemas técnicos mesmo, nunca mais pelo botão verde.

Bom, o fato é que quando uma das chambers do Stitch para, vira o caos. Porque não dá pra simplesmente religar o show, como acontece no Buzz, a manutenção tem que ir lá, olhar, arrumar, demora um tempão. Enquanto isso, ficamos só com uma chamber funcionando. Então, ao invés de o show ser a cada 5 minutos, passa a ser a cada 10 minutos. Ou seja, a fila aumenta e o tempo de espera também. Além disso, os guests que tavam no Briefing Room prontos pra entrar tem que assistir de novo. É o caos total por causa de um simples botão.

Mas enfim, fora isso, é a melhor ride de todas pra se trabalhar!!! Amei, morro de saudades, morro de vontade de voltar praquelas chambers. Pro Briefing Room mais ainda!! Só pro TTA que eu não tenho muita vontade, hahaha!!

Ficou meio grande esse post né? Foi mal… o próximo acho que vai ser menor, mais genérico sobre operations e falando um pouquinho do meu treinamento. Se alguém tiver dúvidas, perguntem aí nos comentários que eu respondo nos próprios comentários.

Beijos a todos.

Submarino.com.br
Jul 11

Eu sei que eu demorei, mas essas ultimas semanas com provas finais na facul, vendo as coisas do site, fiquei sem tempo mesmo!! Como o post de Operations ficou muito grande, resolvi dividir ele em 3 partes: PAC, Buzz Complex, falando o que eu fazia e um mais genérico sobre breaks, rotações, e tal.

Já falei aqui no blog algumas vezes como funciona, mas vou falar de novo, agora com mais detalhes. Na verdade, não tem ninguém que tenha o role só de PAC. Quem é escalado para PAC são os Park Greeters e os Attractions.

A nossa área era do fim da Main Street até a ponte da tomorrowland. Ficamos organizando o pessoal antes da parada começar. Nós colocamos as cordas que definem onde os guests podem ficar e onde não podem e ali também é uma das áreas especiais pra cadeira de rodas (as outras são na Frontierland e na Main Street, lá perto da entrada, se não me engano). Ainda bem que nunca fiquei nessa posição, que é a única posição chata do PAC. Primeiro porque você não pode ficar brincando com as crianças antes da parada começar, você TEM que ficar ali não deixando os guests entrarem, e deixando só quem ta de cadeira de rodas passar. O ruim é que quando a família é muito grande eles ficam meio bravos, porque só podemos deixar entrar o cadeirante e mais 5 pessoas da família. Aí quando vem uma família de 10 e não podem entrar todos eles ficam bravos. Mas poxa, imagina se a gente deixasse entrar 10 guests pra cada cadeira de rodas, não ia dar!

Sem contar que sempre tem as cadeiras de rodas que chegam 5 minutos antes da parada começar e exigem ficar no lugar reservado pra eles. Só que a essa altura já não tem mais lugar, e eles não tem onde ficar. Eles ficam muito bravos, te xingam, e a gente se sente mal em não poder fazer nada, porque afinal a pessoa tem que ficar num lugar especial, senão não consegue ver nada. Mas por outro lado, também não é nossa culpa se o guest não chegou mais cedo. A gente sempre mandava eles procurarem um lugar na Main Street ou na Frontierland, mas sabíamos que lá também não teria. Enfim, não gostava dessa posição, me sentia mal nessas situações.

Mas fora isso, PAC era muito legal. Eu sempre ficava na posição “crosswalk”, era a que eu mais gostava. Era na passagem pra ponte da Tomorrowland, eu colocava as cordas ali isolando uma área em que os guests NÃO podiam ficar, era uma área de segurança caso algum character tivesse algum problema. E óbvio que eu ficava assistindo a parada dali, né, sem ninguém na minha frente, VIP Seat total, hahaha!!!

Mas nem sempre eu assistia a parada tranqüila. Muitos guests, principalmente as crianças, insistiam em ficar sentadas ali onde não podia. Tadinhas das crianças, eu ficava com pena, porque elas mal conseguiam ver em pé amontoadas no meio de tantos adultos, mas infelizmente não podia deixar mesmo. Quando tinham 2 pessoas no crosswalk era mais fácil controlar, mas quando eu tava sozinha nem sempre dava pra ver a parada tranqüila.

Também tinha que ficar atenta, na parada da noite, às pessoas que tavam filmando com aquelas filmadoras que tem luz, sabe? Não podia deixar, porque os carros da Spectromagic se guiam pelas luzes na frente deles, então essas luzes nas câmeras podiam confundir. Então eu tinha que olhar os guests do outro lado da rua, e se visse alguma filmadora com luz, eu chamava o cast member que tava do outro lado da rua com um barulho que os PACs fazem e apontar onde era. Tinha que ficar atento, porque se fosse o contrário, algum CM do outro lado da rua te chamasse e você tivesse viajando na parada, você leva bronca depois. Então, óbvio que dá pra assistir a parada numa boa, mas tem que prestar atenção em tudo à sua volta.

Outra posição super legal era o “cake”. Chamava assim porque a área que a gente isolava pra não deixar os guests entrarem parecia uma fatia de bolo. Quer dizer, não parecia muito, mas essa foi a explicação que me deram. Não fazia muito sentido, mas…. Essa área era ali no HUB, aquela parte onde fica a estátua do Walt Disney, sabem? O legal é que essa área a gente não isolava com cordas, e sim com fita crepe. Gastávamos quase um rolo todo por parada. Eu adorava colocar a fita lá. Eram sempre duas pessoas, um ia segurando e desenrolando o rolo e a outra ia pisando na fita crepe pra fixar ela no chão. (to começando a achar que esse post ta meio bobo, muito detalhista, não sei se deu pra entender o sistema da fita crepe. Mas dane-se).

Outra posição meio chatinha, que eu só peguei uma vez é o Chute. Não tenho a menor idéia de porque tem esse nome. É ruim porque mal dá pra assistir a parada, e temos que ficar ali em pé, não deixando os guests passar (o que os deixa muito bravos). Acho que é a posição que mais os guests reclamam.

Teve um dia que uma menina tava ali perto de mim chorando porque não ia conseguir ver nada, já que tava cheio de adultos na frente dela. Ela tava bem onde a parada faz a curva, saindo da Main Street e indo em direção à tomorrowland. Ela tava tentando ver de frente, e realmente seria impossível. Mas eu consegui trazer ela um pouco pra trás, falei pra ela virar de lado, assim ela consegui ver a parada ainda na Main Street. Fiquei ali com ela, acenando pros characters, e quando a Branca de Neve viu que eu tava ali com ela, foi até a menina, pegou na mão dela e mandou um beijo…. a menina ficou super feliz!!! (E a Branca de Neve foi a única character que teve a inteligência de perceber que se eu tava ali com a menina acenando pra ela é por que alguma coisa tinha acontecido.)

Bom, depois de colocar as cordas e fitas crepe isolando as áreas, nós ficávamos brincando ali com as crianças antes de a parada começar. Eu sempre brincava de bola ou bambolê. Aliás, sempre corria pra pegar o bambolê, senão ia sobrar pra eu bater a corda, hahaha!! A bola era legal, mas sempre tinham umas crianças sem noção que chutavam e isolavam a bola, às vezes acertavam outros guets… por isso sempre preferia o bambolê, mesmo!! Até porque eu sou péssima no bambolê, e as crianças achavam o máximo ganhar de mim.

Pouco antes da parada começar nós recolhemos tudo em mandamos as crianças se sentarem. A gente diz pra elas que a parada já vai começar, mas na verdade demora um pouquinho ainda, então as crianças ficam super impacientes e os pais mais ainda :p

Mas enfim, PAC é o dinheiro mais fácil de todos, hehehe!!! Em épocas de Natal, quando tem duas paradas à noite, é melhor ainda, porque o shift vai de 18h até meia noite mais ou menos, ou seja 6 horas que a gente ganha brincando!!!

E é um trabalho que todo mundo pode fazer, sempre tem horas extras de PAC no portal (o que eu não gostava muito no summer, porque muitas vezes nós não éramos escalados e davam os shifts de parada todos pros hora extra). No ICP eu peguei poucas vezes, porque sempre trabalhava à noite, então só dava pra pegar nos days off. Mas fiquem de olho no portal, porque essas são as horas extras que acabam mais rápido!!

Se alguem tiver duvidas, pode perguntar nos comentários que eu respondo nos próprios comentários!!

Beijos a todos!!

Submarino.com.br
Jun 15

continuando o post anterior…..

Trabalhei na loja do Piratas, a costume é super legal!! Era na saída do brinquedo, mas tava sempre cheio. A única coisa chata que eu achava é que os guests sempre vinham me perguntar se na loja tinha “tal” coisa, eram sempre coisas de pirata e eu nunca fazia a menor idéia do que eles tavam perguntando. Então na maioria das vezes eu falava que não tinha e mandava pra Emporium ou pra World of Disney.

Outra coisa complicada de lá é que é cheio de produtos pequenos que não tem código de barras, então não dava pra scanear, tinha que clicar lá na tela mesmo. Só que eu nunca sabia o nome dessas coisas!!! Era um saco, sempre tinha que perguntar pra alguém o que era.

Também trabalhei na Liberty Square. Lá tem a lojinha de natal, que é LINDA, e ta sempre movimentada, mesmo longe do natal. Eu adorava ficar lá, fazer o embrulho das bolas de natal e coisinhas quebráveis, estocar tudo…. adorava mesmo!! Lá na Liberty Square também tem a Heritage House, a loja que fica na saída do Hall of Presidents. Lá é bem vazio, então o tempo não passa. Meio chatinho. Mas a única vez que eu fiquei lá foi bem na hora da parada, então fiquei assistindo a parada, hahaha!!!

Tem uma outra loja também que eu não me lembro o nome, mas eu nunca fiquei lá porque minha senha não funcionava nas registradoras de lá (não sei porque… o manager ao invés de arrumar isso, preferiu não me colocar lá, era mais fácil pra ele). E tem também o Cart, que fica ali perto da Haunted Mansion. Eu não gostava de ficar lá. Aliás, odeio todos os carts. Você fica ali sozinho, sem contar que no Summer é MUITO quente. (No ICP deve ser bem frio). E a hora não passa!!!!

Na loja da Splash Mountain eu trabalhei uma vez só e foi bem legal. Adoro loja de fotos. Aprendi a mexer no sisteminha lá das fotos, que era diferente, é bem legal. E lá tinha a Cleide, uma manager brasileira (ela também é manager na loja do Piartes) bem simpática.

Eu tava sem nametag, tinha esquecido a minha na costume da tomorrowland (sempre fazia isso), e quando ela viu, ainda não sabia que eu era brasileira, veio com uma história que eu ia levar uma anotação no meu record card, porque a nametag era parte da costume e tal. Fiquei meio brava até. Mas logo ela percebeu que eu era brasileira e já foi beeem mais simpática comigo. Me arrumou uma nametag e esqueceu da história do record card. Detalhe: a única nametag que ela conseguiu foi de ERIC. O pessoal me olhava estranho, mas fazer o que, né!! Uma guest até me perguntou se meu nome era realmente Eric. Tive vontade de falar que sim, só pra ver a cara dela, mas acabei falando que não.

Também trabalhei uma vez na Fantasyland, e adorei, o pessoal de lá era super simpático, muito legal mesmo. Logo que eu cheguei (tava abrindo o parque), me mandaram lá pra um quiosque da Kodak. Lá fui eu ficar sozinha num lugar que eu mal fazia idéia do que vendia. Mas pelo menos eu descobri que ali tem mapa do MK em vários idiomas. Aí eu sempre falava isso pros guests quando eu tava na tomorrowland (bem mais perto a fantasy do que o guest relations). Ainda bem que fiquei pouco tempo no kiosque da Kodak.

Logo depois fui pra lojinha do Pooh e depois pra da Tinker Bell. Lá eu fiz e tive um magical momment muito lindo. A menina tava olhando pins, ela adorava a Tinker Bell. Queria que a mãe comprasse um pin pra ela, mas a mãe não tinha dinheiro. Eu tinha um pin da tinker bell na minha lanyard e dei pra ela. E dei um da Minnie pra irmã dela. Nossa, vocês não imaginam a cara da menina. Ela quase chorou de alegria. Então ela deu a volta, entrou atrás do balcão, onde eu tava e me abraçou super forte. Nossa eu quase chorei também!! Não esperava mesmo que ela fizesse isso… muito lindinha!!!

E a tomorrowland…. lá foi onde eu mais trabalhei de merchandise. Já me sentia praticamente uma cast member de merchan. Não porque eu gostava mais, mas porque era mais fácil pra mim e era onde mais tinha em setembro / outubro. Como eu trabalhava na tomorrowland attractions, eu podia pegar um shift na t-land merchandise que acabavas as 17h com meu shift de attractions começando as 17h. Porque no MK a gente pode dar clock-out 12 minutos mais cedo, então eu dava clock-out no merchandise as 16h48, trocava de roupa e dava clock-in as 17h no attractions.

Nossa, fiz muito isso. Mas eu não gostava muito da tomorrowland merchandise. As lojas que ficavam na saída do brinquedo do Stitch eram meio vazias. A cada 10 minutos enchia com o pessoal que saia do brinquedo, depois esvaziava de novo. A loja do Buzz era bem legal, era loja de fotos também, então eu gostava. Mas o ar condicionado de lá era muito forte, então eu sempre ficava com frio (lendo assim parece frescura, mas não é, era muito frio mesmo, a gente ficava embaixo do ar condicionado, todo mundo reclamava).

Na Árcade, a loja que ficava na saída da Space Mountain era bem chato. Vazio, e o barulho daqueles vídeo-games, principalmente do Daytona, depois de 10 minutos ficava insuportável!!

E tinham 3 carts. Um perto da Space Mountain, era legalzinho apesar do sol, porque não era tão vazio e dava pra ver o show do High School Musical, hahhaha!!! O outro era quase na fantasyland, lá perto do Speedway, longe de tudo, isolado, vazio. Bem chato!! E o ultimo era o de Pins, que era legalzinho, sempre cheio.

É impressionante a quantidade de perguntas sobre as attractions que os guests faziam pro pessoal de merchan e eles não sabiam responder. Principalmente nas lojas da saída do Stitch. O guest perguntava se ali era a saída, e o CM de merchan sempre dizia que sim. Mas tinham 2 saídas do brinquedo, então podia não ser aquela loja. Sem contar os que perguntavam como é, altura, essas coisas e o pessoal não sabia. Não é culpa deles, obvio, mas esse tipo de informação devia ser passada no treinamento. Assim como o pessoal de attractions poderia saber muita coisa de merchan também, pra informar melhor o guest.

E tinha a melhor posição de toda, que era Stocker. Pena que eu descobri ela muito tarde, senão tinha pego várias vezes. Eu tinha que ficar estocando a loja, mas eu me dava meus breaks, ninguém controlava isso… então ao invés de 2 breaks de meia hora eu tirava 2 de 1 hora, hehehe!!!

A 1ª vez que eu peguei hora extra de stocker eu tava doente…. graças a Deus eu era stocker, porque tava passando muito mal, então fui pra breakroom da t-land attractions e ficava dormindo lá no sofá (lá NUNCA ia nenhum manager de merchandise, e os de attractions não me enxiam o saco pq eu tava com a costume de merchan). Nossa, foi o que me salvou esse dia. Mesmo assim, meu shifit de merchan era das 9h as 17h30 e das 18h à 0h30 eu tinha o shift de attractions de ficar entregando doces no halloween. Esse eu não agüentei, passei muito mal e me deixaram ir embora.

Vale ressaltar que a minha experiência em merchandise é completamente diferente de alguém que teve o role de Merchandise. Eu não tinha uma loja fixa, não tinha co-workers (isso faz toda a diferença). Mas foi divertido, apesar de tudo. Hoje voltaria até pro Arcade, ouvindo a maldita musica do Daytona o dia inteiro.

Nossa, falei demais!! Mesmo dividindo o post em 2 partes os 2 ficaram grandes!!! Eu me supero a cada dia, hahahahaha!!!!

Beijos pros que comentam aqui!!!

Submarino.com.br
Jun 15

Eu sei que muita gente nao se importa com posts grandes, mas fica bem cansativo de ler, entao dividi esse em 2 partes.

No summer, eu reparava que no portal tava cheio de hora extra em merchandise, mas eu nao podia pegar porque não tinha o treinamento. Um belo dia, enquanto eu era quick service, eu fui fazer um treinamento chamado Safety In Motion, que te ensina a carregar coisas pesadas e se movimentar com segurança. Bem chatinho por sinal. No MK esse treinamento fui numa sala que fica dentro do Trainning Office, no túnel. Nesse escritório, ficam os coordenadores de treinamento de todas as áreas do MK.

Quando acabou o treinamento, a mesa da coordenadora de treinamento de merchandise era logo a primeira, então eu fui perguntar pra ela se eu podia fazer o treinamento de merchandise. Eu não tinha a menor idéia se isso era possível, mas não custava nada perguntar. Pra minha surpresa, ela ficou super feliz em saber que alguém queria fazer o treinamento de merchan SÓ pra pegar horas extras, porque eles precisavam mesmo de gente. Ela anotou os meus dados e disse que ia entrar em contato comigo.

Mas ela não entrava em contato nunca. Como eu já tinha feito o treinamento de caixa do Casey`s, eu sabia que Merchan era quase a mesma coisa. A única diferença é que em merchan tem o shipping, package pickup e resort delivery, que é quando o guest quer que envie as compras pra casa dele, pra frente do parque ou pro hotel que ele ta hospedado. Fora isso, a registradora é a mesma.

Algumas pessoas que eram quick já tinham pego hora extra em merchan mesmo sem ter o treinamento. Isso chegou a gerar uma certa polemica no Summer. Vou explicar: as horas extras de merchandise no portal, a maioria só aparecia como requisito MATRA TRAINED. (Matra é o nome da registradora usada tanto em merchan como em quick). Então, quem é quick service e era treinado em caixa, pegava a hora extra em merchan. Mas na verdade, não pode. Perguntamos pra vários managers e todos falaram que pra trabalhar em Merchandise era obrigatório ter feito o Merchantainment. Então, quem é quick service NÃO PODE pegar hora extra em merchandise. Mas na verdade nenhum manager ia conferir se você tinha o merchantainment ou não, então todo mundo pegava. Mas na verdade não pode mesmo.

Então eu resolvi arriscar. Peguei uma hora extra na Emporium, num dia que o Doug também estaria lá, assim, qualquer coisa ele me ajudava.

Cheguei na Emporium e me mandaram pra registradora da parte de baseball, do lado Casey`s. Fiquei com medo, porque ali seria só eu, longe de qualquer outro cast member, então não teria a quem pedir ajuda em caso de dúvida. Lá fui eu toda com medo de fazer merda. Nisso, o Doug pediu pra uma manager pra ficar um pouquinho lá comigo, já que era a minha 1ª vez trabalhando na Emporium.

Graças a Deus o Doug chegou lá pra me ajudar. Porque foi ele chegar e 1 minuto depois veio meu primeiro guest com uma compra de uns 300 dólares querendo um SHIPPING PRO TEXAS!!!!! Sinceramente eu não sei o que faria se o Doug não tivesse ali. Não fazia a menor idéia de como se fazia shipping, muito menos pro Texas, que era mais difícil ainda porque era fora do estado.

Óbvio que foi o Doug quem atendeu o guest, ele foi fazendo e me falando como funcionava o shipping e eu só olhando. Ele salvou a minha vida ali!!! Pouco depois veio alguém pra me mudar de registradora. Ainda bem. Fui lá pro meio da Emporium, fiquei naquelas ilhas de 4 registradoras, então foi bem mais fácil. Cheguei a pegar mais shippings, mas só Resort Delivery e Package Pickup, aí os cast members que tavam por ali me ajudaram. O shipping não é tão difícil, depois de umas 2 vezes alguém me ajudando eu já fazia sozinha. Foi bem legal, a Emporium é sempre cheia, então o tempo passa bem rápido.

Pouco depois eu recebi um email da coordenadora de treinamento de merchandise (que não era a pessoa com quem eu tinha falado) dizendo que eu precisaria fazer o Merchanteinment, uma aula de 4h na Disney University, e pediu que eu entrasse em contato informando meus days off. No dia seguinte ela marcou o Merchantainment pra mesma semana, e ficou de verificar com quem fazia a minha escala de quick service, se eles poderiam me “emprestar” um dia pra Merchandise para que eu fizesse um On the Job Training, que seria o treinamento numa loja mesmo. O problema é que ela não poderia me escalar pra trabalhar num day off, senão teriam que me pagar double time.

Fiz o Merchantainment e foi bem chatinho, porque eu já sabia como a Matra funcionava, a essa altura já tinha aprendido a fazer shipping e tal. Sem contar que eu tava morrendo de sono, tinha dormido as 3h da manhã porque tinha fechado o Casey`s na noite anterior e acordado às 6h pra estar na Disney University às 8h.

Depois disso fiquei aguardando o On The Job Trainning, pois só depois disso eu poderia pegar horas extras em merchandise “legalmente”. Mas não vinha nunca, então peguei mais 2 horas extras em merchandise, dessa vez na Tomorrowland, uma numa 4ª feira e outra numa 6ª. Fui na hora extra da 4ª e quando cheguei em casa tinha um recado para eu ir lá no Office de treinamento no túnel, pra eu saber quando e onde seria meu treinamento.

Na 5ª feira fui lá, e descobri que meu treinamento seria no sábado, e adivinhem onde: NA TOMORROWLAND!!!! Fiquei morrendo de medo, por que a essa altura eu já não podia mais cancelar a hora extra de 6ª, então eu teria que rezar pra que não me reconhecessem. Fui na hora extra e conversei com o mínimo de gente possível.

No dia seguinte fui pro meu treinamento lá na tomorrowland de novo. A coordenadora que tava lá era a mesma do dia anterior, mas ela não me reconheceu. Ela até fez uma cara de que lembrava de mim, mas como eu disse que trabalhava na tomorrowland attractions (a essa altura eu tinha acabado de ser transferida), ela deve ter achado que me conhecia de vista porque eu tava sempre por ali na tomorrowland.

O meu treinador, graças a Deus eu nunca tinha visto antes. Ele se chamava Patrick, é super gente fina, e trabalha há 15 anos como merchandise. Ele foi me ensinando tudo e eu fingindo que não sabia nada e tava aprendendo. Esse dia foi meio chato, porque o parque tava muito vazio, e quase não tinha movimento nas lojas da tomorrowland.

Depois desse dia eu podia pegar hora extra em qualquer loja da Disney, sem medo nenhum! Peguei hora extra em vários lugares, mas sempre no MK (eu tinha preguiça de ir até os outros parques, demorava muito, e era no MK que tinham quase todas as horas extras).

Submarino.com.br
Jun 8

(Clique nas fotos pra ampliar)

Algumas pessoas pediram pra eu fazer esse post sobre Operations, mas como eu to indo na ordem dos roles que eu tive na Disney, esse vai ser sobre Quick Service Food and Baverage.

Quando eu fui aceita pra ir pro summer, sabia que ia como Quick Service, então já fui me preparando psicológicamente. Eu sabia que não era nada fácil. Eu tive uma roomate no ICP que tinha sido quick service no All Star, e via mais ou menos como era. O pessoal do All Star tinha horário fixo, ou eles trabalhavam de manha e acordavam às 5h pra entrar as 6h, 6h30 ou eles trabalhavam a tarde/noite e saíam as 1h30 da manha. Ou seja, sem PI pra eles, hehehe!!!

Por isso eu não queria cair em hotel de jeito nenhum!!! Mas como a Disney tinha dito que ninguém do Summer ia cair em hotel, fiquei mais tranqüila. Pouco antes de ir, como meu cast portal ainda tava funcionando, descobri que ia trabalhar no MK, mas ainda não sabia em que restaurante. Fiquei feliz porque o Doug também ia pro MK. Ele conseguiu descobrir que ia trabalhar no Pinochio`s, mas eu ainda não sabia. Tava torcendo pra cair na Bakery, que diziam ser o melhor Quick Service de todos!! Também queria ser ODF, que diziam ser bem legal (hoje dou Graças a Deus que não fui). Tinha medo de cair no Casey`s Corner e no Cosmic Rays, que são suuuper lotados.

Chegando lá, no dia do check-in, todo mundo recebeu um papel dizendo onde ia trabalhar. (aos futuros ICPs, o processo do summer foi diferente, no meu ICP eu não recebi nenhum papel dizendo onde ia trabalhar na hora do check-in). Maaas, como eu dou muita sorte, o meu papel veio escrito MAIN STREET NORTH, que podia ser Bakery ou Casey`s.

Quem acompanha esse blog já sabe que eu fui pro Casey`s né. Só porque eu não queria!! Mas tudo acontece por um motivo. No fim eu achei o Casey`s muito melhor do que os outros (pelos comentários que eu ouvia do pessoal que trabalhava em outros lugares), os managers eram ótimos, só tinha 1 que eu não gostava. Os colegas de trabalho também, a maioria era muito legal, tava com medo de ser uns porto-riquenhos e haitianos mal humorados que não falam inglês direito, como tem em vários restaurantes, mas eu dei sorte. Os poucos hispânicos que tinham lá eram muito legais, e os vários americanos também.

O treinamento durou só 2 dias. Eu não tive que fazer o traditions, porque o meu do ICP ainda tava válido, então foi só o treinamento no restaurante mesmo. Apesar de o trabalho ser muito fácil, eu fiquei bem assustada. No ICP eu tinha tido 3 semanas de treinamento e agora só 2 dias?? Sem contar que no ICP era só a treinadora e eu, agora era a treinadora e mais 4 trainees. O Casey`s eh muito pequeno, então muitas vezes a treinadora mostrava alguma coisa e eu não conseguia ver. Além disso, o sotaque dela era meio do interior dos EUA, bem nasal, era difícil entender. Boiei muito no treinamento, hahaha!!

Eu e Alisson
Foto minha com a Alisson, que treinou comigo e virou minha amiga!

No 1º dia, pudemos experimentar tudo que vendia no Casey`s. Fiquei sabendo que em outros restaurantes o pessoal podia escolher só 1 coisa pra experimentar. Tudo bem que no Casey`s não vende muita coisa, né, só hot dog, batata frita e corn dog nuggets, que são uns nuguets de salsicha, brownie, craker jack (uma pipoca caramelada), e refrigerantes. Mas mesmo assim a treinadora deixou a gente pegar de tudo!! Comi o hot dog, que é uma delícia. Engraçado que no ICP eu tinha ido uma vez no Casey`s e não tinha gostado do cachorro quente de lá… porque eu fui comer achando que era igualzinho o do Brasil, e é bem diferente. Mas, quando eu fui trabalhar lá eu adorei. Talvez porque sentia aquele cheiro todo dia, sei lá. Comi também, um ou outro corn dog com queijo cheddar, e algumas batatas!! Não agüentei tudo, era muita coisa. O brownie eu levei pra casa.

Nesse 1º dia, a gente viu como funcionava a cozinha, como fazia os hot dogs, as batatas e os corn dog nugguets, o tempo que cada um tinha que ficar cozinhando, montamos os hot dogs (posição mais fácil de todas), e também montamos as batatas (igual no Mc Donald`s, a gente usava aquela “pá” pra por as batatas na caixinha – essa era a melhor posição de todas, mais fácil ate que a do hot dog.).

No final, nós fomos apresentados à pior parte: fechar o restaurante. Pra começar, o Casey`s fecha 40 minutos depois que o parque fecha, porque fica na Main Street. Depois que o restaurante fecha pros guests, a gente ainda tem que ficar mais umas 2 horas limpando tudo. Ou seja, quando o MK fechava as 11h, eu saia do Casey`s às 2h15. (A parte boa disso é que várias vezes eu começava as 18h, então tinha o dia livre). Mas isso não era o pior. A pior parte mesmo era ter que limpar tudo. E tinha que ficar tudo brilhando, porque depois um manager passa olhando todos os detalhes, com uma lanterna!! E se não tiver limpo direito, ele vai te mandar limpar de novo. E ninguém vai embora até que fique tudo limpinho.

comilanca.jpg
Um dia que os managers deixaram quem fechou comer tudo à vontade… fizemos a festa!!

No 2º dia, nós ficamos no counter, ou seja no balcão. O sistema do Casey`s é diferente dos outros restaurantes. Nos outros, o guest faz o pedido para o caixa. Quando o caixa registra o pedido, sai a informação do pedido numa tela lá no balcão e na cozinha, geralmente tem uma pessoa só fazendo as bebidas, de acordo com o que ela vê na tela, outra só montando as bandejas e conferindo o cupom do guest com o cupom que saiu pra ela, enfim é mais automático. No Casey`s não, o guest faz o pedido pro filler, (quem monta a bandeja), o filler anota o pedido e sai pra pegar as coisas, faz a bebida e tudo. Enquanto isso o caixa cobra, tudo mais ou menos ao mesmo tempo. É difícil explicar aqui, só vendo mesmo. Eu não cheguei a trabalhar do outro jeito, mas acho melhor assim.

Nesse dia também ficamos no topping bar, que é onde ficam os condimentos, como catchup, mostarda, quejo cheddar, e umas coisas que os americanos adoravam por no hot dog, mas que eu nunca vi no Brasil, e ainda não descobri o nome deles em português. Em inglês é saurkraut, relish e spice relish. O queijo a gente tinha que cozinhar por 40 minutos antes de por no topping bar. Saía do forno super quente, e eu morria de medo de me queimar. Pegava a lata do queijo com umas 10 toalhas pra não ter perigo.

Eu no topping bar
Eu no topping bar

Aprendemos a fechar o counter e o topping bar. O counter é o menos chato, e o que dá pra fazer mais rápido. O topping bar também não era ruim, mas até pegar o jeito, eu sempre demorava, porque são 2 topping bars. O ruim mesmo no topping bar era limpar a maquininha que saía o katchup e a mostarda. Era meio nojento. Counter e topping bar eram as 2 unicas coisas que eu fechava sem reclamar muito. Mas mesmo assim eu odiava fechar. Me sentia a Cinderela, na cena em que ela fica lavando o chão do castelo. Ainda mais porque eu limpava tudo isso olhando praquele castelo lindo na minha frente. Eu realmente me sentia a Cinderela!!

Era bastante informação pra decorar em só 2 dias, porque no 3º dia um manager ia me fazer perguntas pra ver se eu passei no treinamento. Ah, e eu tinha day off logo depois do treinamento, e os outros treinees não tinham, então eu ia fazer o meu assessment com o manager sozinha!!

Ainda bem que eu peguei um manager bem legal, o Pat. Fui sincera com ele, falei que algumas coisas eu preferia mostrar como fazia, porque não saberia explicar direito em inglês, até porque eu não tinha decorado os nomes de tudo. Ele disse que não tinha problema, eu podia mostrar como fazer. Tive que decorar as 7 guidelines for guest service (todo treinamento tem isso), e o manager nem ia perguntar, mas aí a minha treinadora lembrou ele… que saco!! Eu lembrei de 5, e uma mulher da bakery que eu nem conhecia me ajudou nas outras duas, hehehe!! No assessment eu esqueci várias coisas, mas foi tranqüilo, passei.

Umas 2 semanas depois eu tive treinamento de caixa. Foi bem fácil, só 1 dia. Só de ver as outras pessoas mexendo na registradora já da pra aprender. A registradora é a MATRA, a mesma de merchandise, o que facilitou muito no meu treinamento de merchandise (falarei sobre isso no próximo post). Tivemos que aprender sobre o dinheiro americano, tipos de cartão de crédito e tal, mas como eu já tinha aprendido isso quando fui front desk (e front desk ainda foi muuuito mais complexo), foi super fácil. A única coisa chata é que a treinadora queria que a gente decorasse que presidente vai em qual nota de dólar. Po, pros americanos isso é fácil, eles conhecem o rosto do presidente, vêem a foto na nota de dólar e já associam ao nome. Mas pra gente é muito difícil, eu não fazia nem idéia de quem é quem. Claro que sei alguns nomes de presidentes americanos, mas não conheço o rosto dele, e pra mim era inútil decorar isso. A treinadora era muito legal, ela entendeu o nosso lado, mas disse que era obrigada a passar isso no treinamento.

No assessment de caixa, eu também dei sorte e peguei um manager legal. Já cheguei falando com ele “olha, me desculpa, mas eu não consegui decorar o nome dos presidentes americanos, eu não sou americana, então pra mim é um pouco mais difícil.”
Pra minha alegria, ele respondeu: “pra que decorar nome de presidente americano?? Não precisa disso, é só você saber diferenciar as notas de 1, 5, 10, etc.”

Ahh, fiquei bem mais feliz!! É obvio que eu sabia diferenciar as notas, né, mas saber nome de presidente era demais!!!

Eu gostava de ficar de caixa, era bem melhor que ficar de filler (no balcão, montando as bandejas). Mas chegou uma hora que os guests me irritavam, eles não são muito simpáticos quando tão morrendo de fome, a parada vai começar daqui a 5 minutos e o restaurante ta lotado. Então a minha posição preferida era ficar fazendo filler das batatas fritas. Eu também gostava de fritar as batatas, mas depois de um tempo meu pulso doía de ter que levantar aquelas fritadeiras com batata e com nuggets, que era mais pesado ainda. Graças a Deus não cheguei a ter tendinite, como a Carol teve, mas meu pulso doía mesmo, então eu sempre pedia pra me trocarem de posição.

Ainda bem que no Casey’s não tem a posição de Busser, que é ficar limpando as mesas. Até tem umas mesinhas ali na frente do Casey’s, mas quem limpava eram os custodials. Eu acho que não ia gostar muito de ficar limpando mesa.

Bom eu já falei do meu treinamento, o que eu fazia, agora vou dar a minha conclusão sobre o que eu achei de ser quick service. Não foi horrível, mas pra mim que já tinha tido outro role e pude comparar, foi bem ruim. Eu sabia que não estava no melhor role de todos, e sabia que podia fazer coisa muito melhor. Por isso mesmo eu fiz o treinamento de merchan. Eu dei sorte com meus co-workers, mas o trabalho não era nada agradável. Fechar então era horrível! Várias vezes eu cheguei em casa chorando. É suportável, mas não é maravilhoso. Isso porque eu trabahava em frente ao castelo e via wishes e parada todo dia. Se eu trabalhasse num hotel tenho certeza que teria sido muito pior!!!

Cheguei a pegar hora extra em outros quick services, alguns piores e outros melhores que o meu. Mas pegar hora extra é tranqüilo, porque você ta fazendo aquilo só um dia, não tem muita cobrança em cima de você. Recomendo fazer hora extra em quick service sim, até porque tem várias, e a maioria é sem treinamento. Mas pra ser o trabalho de todo dia é complicado.

É difícil ver alguém que adorou ser quick service. Ter adorado os colegas de trabalho é uma coisa, mas ninguém adora limpar mesa, fritar batata, entregar bandeja. Eu agradeço sempre por não ter sido quick service no ICP, porque com certeza meu programa teria sido diferente. Eu acho que não teria gostado tanto. A experiência no summer foi legal, super válida, aprendi muita coisa. Mas não voltaria pra quick service!! Bom, tem gente que gostou de quick e eu respeito. Mas uma coisa é verdade: quem já teve a oportunidade de ser quick e mais algum outro role (tem um parâmetro de comparação), sabe que quick não é lá essas coisas.

Mais infos sobre o meu treinamento no casey’s aqui

Bom, vou terminando esse post depois de 4 páginas do word. Ainda bem que vocês não acham ruim em posts grandes. Porque eu tenho uma séria dificuldade em escrever as coisas resumidas. Mas nesse eu sei que eu me superei. O de mechan com certeza nao vai ser tão grande.

Ahh, muito obrigada e muitos beijos pra Lili, Thales, Juliana, Gabby, Thiago, Marcelo, Edi, Mari e _____Fran, que foram os que comentaram no meu blog. Continuem comentando, adoro quando vocês comentam!!!!

E beijos aos outros que lêem também!!

Submarino.com.br

« Previous Entries Next Entries »