A entrevista de visto
Como sempre, segunda agitada… cadê que consegui dormir?? Fui cochilar já eram 2 a.m. e acordei as 4 a.m. felizinho crente que já era a hora… então, como sei que não ia conseguir dormir, fiquei pensando na vida, nas coisas que faria no próximo dia… na semana de prova, no xurras de sp, etc… resultado: + preocupação.
Lá pelas 5:50, resolvi levantar e desligar os despertadores (sim, preciso de mais de um pra acordar com certeza) para que não acordasse (vulgo estressar) minha irmã. Me arrumei, tomei café-da-manhã e fui ligar para o taxi… Detalhe: Saindo do consulado iadireto pra rodoviária, ou seja, estava com a mala.
Ao ligar para a cooperativa de taxi, o atendente pede para fazer um cadastro.. por mim tudo bem. No dia anterior tinha tentado fazer o cadastro e deixar o taxi agendado, mas tinha um detalhezinho BASICO: Não aceitam cadastro sem telefone fixo vinculado ao endereço E não aceitavam o endereço de outra cidade além do rio; com isso, o atendente pediu para ligar no perÃodo da manhã que haveria um supervisor para me atender (Não sei se devo ter pena dos supervisores trabalharem na calada da madrugada (6am) ou raiva por não ter nenhum FDP pra resolver o meu problema).Ligo de manhã e peço pra falar com a supervisora, daà ela pula a parte do cadastro e chama um taxi avulso (jeitinho brasileiro). Pego a mala e desço do apt e espero por uns 15 min até o taxi chegar; entro e seguimos da Av. Gomes Freire até a Presidente Wilson, 147. Eram 06:45 e já havia fila no local… mas nada comparado aos KM formados nos 30 min posteriores… Ao entrar na fila, conheci uma menina de Salvador que estava indo como au-pair para Maryland e saindo do paÃs pela primeira vez… disse querer ir visitar a Disney no final do ano com as amigas [aliás, quem de Maryland não vai pro sul no final do ano /sarcasmo] …espÃrito de cast member entrou em ação e 20 min depois eu já conhecia toda a fila… tinha uma famÃlia indo para a Disney logo na minha frente, já haviam ido 5x, estavam somente renovando o visto. Entre eu e a Thainara (eu acho que foi este o nome que li no DS dela) havia uma senhora que acabara de tirar o passaporte e estava tirando o visto caso quisesse viajar mais pra frente. Nem preciso citar que a au-pair e a famÃlia estão com meu e-mail. Conversa vai, conversa vem e chega a minha vez de entrar no consulado. Me senti nos meus dias de domingo quando o segurança disse que eu não poderia entrar com a bagagem [estresse e desespero mode on]. A au-pair se ofereceu de fazer a entrevista, sair e cuidar da minha mala enquanto eu ia… mas eu já sei como funciona o consulado e se o tivesse feito talvez estaria lá até agora… Então lá fui eu com a idéia de pedir pra alguma loja guardar a bolsa enquanto eu fazia a entrevista e, após 8 gerentes olharem pra minha cara como se eu estivesse pedindo pra segurar uma bomba prestes a explodir só para que eu amarrasse os sapatos [/bin laden] e eu pensar em gastar todo o rio de $$ que eu não tinha [/tio patinhas] contratando um taxi pra ficar com a mala… mas Deus iluminou uma banca de jornal em que o atendente prontamente se ofereceu como ‘hospedeiro’ para minha querida WDW Luggage. Volto eu igual uma criança que achou uma moeda de 50 centavos no recreio da escola e entro no consulado. Após a inspeção dos meus DSs pra ver se estavam todos assinados, ganho a senha de número 922.
Encontro com a au-pair, que portava a senha 905 (¬¬’) e sento ao seu lado. Após explicar a razão de a ordem das senhas serem ‘aleatórias’ para 2 pais aterrorizados com o primeiro visto de turista da famÃlia (coisa de guest mesmo, perguntar se ir ao banheiro pode negar o visto); a senhora que estava atrás de mim na fila ser picada por um mosquito verde dentro do consulado e fazer questão de mostrar pro atendente da TNT Express (empresa tipo os correios) [??] e perguntar se era um mosquito americano e se corria risco de doença e este responder que não fazia a menor idéia de que bicho era aquele and, at last, but not the least, uma criança imitando irritantemente o lento apito do sinalizador sonoro das + lerdas senhas ever, o consulado pareceu acordar e começou a frenética chamada de senhas para o setor das digitais.
Após caçoarmos um bocado do ótimo sotaque da atendente espanhola com o pessoal do final da fila, foi a minha vez de passar para a sala de espera das entrevistas. Tinha esquecido da sensação de estar no consulado e minha viagem depender de uma assinatura alheia. Para distrair, como sempre, puxei conversa com os ‘pais aterrorizados’ que acabaram de sentar atrás de mim após desejar boa sorte para uma senhora com quem conversava até ser chamada. Logo em seguida, a ‘velha do mosquito’ toma o lugar ao meu lado e comenta o ABSURDO de cobrarem o frete de entrega do passaporte e diz que não tinha levado dinheiro por causa da alta incidência de assaltos no Rio de Janeiro [/Jornal Nacional], pra melhorar, enquanto eu conversava com os pais ela ficava me cutucando dizendo que meu número já estava pra sair enquanto o visor mostrava “921, 925, 926, 923, 924, 929 … 939″ até, finalmente, a velhinha ser atendida… logo depois a famÃlia e, após fazer um relatório mental das diferenças dos quadros (de diferentes séculos) da praça XV e encarar mais de 50x o pôster do filme “Singing in the rain”, cuja uma cópia do mesmo se situa na minha antiga empresa “Vale do Sol”.
Após relembrar como fora a última vez em que tinha estado ali e agora, com a diferença de que não tinha mais a Dani, o João, a Vanessa e o restante do pessoal nervosos… desta vez eu estava by myself. Entro na cabine de número 3 e, de cara, reconheci que, coincidentemente (ou não) era o mesmo cônsul que havia me entrevistado no ano de 2007 e, óbvio, comentei posteriormente, mas já sem a esperança de ser reconhecido, afinal, quantos milhões não passam ali por dia??Agora multiplica isso por 8 meses. Já cheguei com um sorrizão dizendo:
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M: “Good Morning ou Bom dia”
C: “Oi Marcus” disse ele mirando meu passaporte.
M: “How are you today?”
C: “Bem, bem, e você?”
Nesta hora cansei de ser quebrado no inglês.
M: “Ótimo”
C: “Então você está voltando?”
M: “Sim, estou voltando desta vez pra estudar na UCF com um estágio na WDW”
C: “Hum, e o que você está fazendo agora, estudando na Universidade Geraldo di Biasi?” dizia mirando meu DS.
M: “Sim, sim, estou no último ano da faculdade”
C: “E o que seus pais fazem?”
M: “Meu pai é dentista e minha mãe professora”
C: “Hum, ok. E isso é o quê? Intercâmbio?” dizia mirando o DS 2019
M: “Sim, é intercâmbio”
C: “Ok, seu visto foi aprovado e você pode pagar a taxa na cabine e retornar com o recibo”
M: “Ok”
C: “Você tem visto de turista, não é?” disse ele procurando no passaporte.
M: “Tenho sim”
C: “Ok”
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Não sei se ele lembrou, afinal, quase ninguém tira B2 + J1 junto ou pq será q perguntou do B2? Fui lá no caixa pagar e conheci a Carol que está indo pra uma community college em orlando (que eu não lembro o nome) jogar voley e estudar, saindo do paÃs pela 1a vez.Obviamente, trocamos e-mail. Saà de lá e fui pagar a ABSURDA [/velha do mosquito] taxa de entrega do passaporte (R$26) e saÃ. Voltei para pegar minha mala na banca e agradeci a todos os ancestrais do rapaz. Perguntei o jeito mais fácil de chegar na rodoviária Novo Rio e ele disse que seria de taxi (olhando pra mala e em seguida pra minha cara como quem vê um filme de um turista sendo assaltado). Seguindo a dica, liguei pro taxi e fiquei esperando a confirmação da gerente. Enquanto não ligava fiquei pensando na grana que ia morrer no táxi [/papai][/mao de vaca] e quando ela ligou pedi para cancelar pois estava indo comer alguma coisa e depois retornava, o que não foi totalmente mentira, mas depois de comer no Rei do Mate e pensar que no Pan eu havia ido de bus até a Barra da Tijuca com uma mala muito maior; nas diversas aventuras que já tive no rio e que eu não poderia mais usar a frase “Leva até a minha cueca mas deixa o meu passaporte pelo amor de Deus” caso fosse assaltado, afinal, meu bem material mais valioso estava nos cuidados do consulado americano… então, eu e minha mala fomos de busão e pagamos somente R$2,10 ao invés do ABSURDO [/velha] de R$15. E aqui estou eu, sentado na rodoviária em plenas 12h esperando o ônibus de 13h enquanto minha irmã foi comprar a passagem. Mais uma aventura do Academic…
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